DIVINO FONSECA

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Grêmio e Inter chegam bem, cada um na sua

postado por Futebol Gaúcho

O Brasileiro ganhou cara de mata-ou-morre, e esse é o terreno do Grêmio. O caminho é o fio da navalha.
Nessas horas, é bom ficar de olho na atuação do acaso, ele indica tendências. Todos os gols das duas últimas vitórias do Tricolor foram acidentais – ou não era arremate ou houve desvio –, mas isso faz parte do script.
Como disse Celso Roth citando Tiger Woods, depois do 2 a 1 sobre o Coritiba: “Quanto mais eu trabalho, mais a sorte me ajuda”.
O importante é que a característica voltou já contra o Palmeiras: marcação total, velocidade, entrega. E há, outra vez, fôlego para isso – até demais, como reclamam o chefe teórico Roth e o guia prático Tcheco, pedindo menos ímpeto e mais troca de passes depois de conseguida a vantagem.
Agora é cumprir as três tarefas finais, esperando que o concorrente tropece em uma das suas. Ainda acho que as do Grêmio são menos difíceis que as do São Paulo, que vai enfrentar camisas de mais peso.
Já o Inter está metido num mata-ou-morre autêntico. Tenta convencer o mundo que o Chivas é um perigo tremendo, enquanto se prepara para enfrentar um argentino peleador na final e torce para que o enrosco peruano prossiga. Conquistar a Sul-Americana e receber a Libertadores de prêmio é tudo com que os colorados sonham.
Uma palavrinha sobre a briga entre gremistas que mandou dois baleados para o hospital, neste domingo. Ela se deu quatro dias depois de a Justiça ter absolvido – por falta de provas! – os dez réus da baderna de 2006 no Beira-Rio, a do fogo nos banheiros químicos.


17/11/2008 15:11

 

Ressurge o Imortal Tricolor, com toda a humildade

postado por Futebol Gaúcho

Um pouco de magia ajuda. “O Grêmio é zebra”, afirmou o presidente Paulo Odone depois do decepcionante empate com o Figueirense, dois domingos atrás. “O Grêmio desabou, não tem time para ganhar de mais ninguém”, decretou um influente representante do gremismo em programa de rádio.
Era disso que o Grêmio precisava para retomar o caminho: cobrir-se de pessimismo, livrar-se da pressão de favorito, trabalhar humildemente na quase obscuridade.
A vitória no Palestra Itália foi construída com meio time reserva – talvez a condição fundamental para que acontecesse. Afinal, o Imortal Tricolor conquistou seus maiores títulos quando poucos apostavam nele. É como o Grêmio se sente mais Grêmio.
No terreno do concreto: o time venceu o Palmeiras com fôlego renovado, com a contribuição de pulmões em dia – os dos reservas naturais e os dos que haviam perdido a posição.
Assim reapareceu o futebol de marcação implacável que colocou e manteve o time de Celso Roth na liderança por quase vinte rodadas. Agora, tudo é uma questão de manter corações e mentes em ebulição. O São Paulo que não tropece.
E o Inter? A questão de Bolívar na lateral-direita é o assunto dominante, e com razão. Foi a transferência dele para essa posição, junto com a entrada de Álvaro na zaga, que fechou a defesa na Bombonera. Nunca, em todo o Brasileiro, o Colorado teve um time tão consistente – o que ajudou a calar a pergunta aquela, sobre por que um elenco tão bom não engrenou, etc. etc.
Porque seus técnicos não armaram sistemas defensivos que sustentassem o talento de Alex, D’Alessandro, Nilmar...
No caso de Bolívar, foi preciso a intervenção da diretoria para convencer esse jogador a pensar mais no time do que em si mesmo. Então, aquela história de que o técnico tinha o time na mão não era bem assim.
Enfim, Bolívar sempre poderá argumentar que fincou pé por amor à arte: preferia atuar de zagueiro, onde acredita render melhor, porque assim o prazer de jogar futebol era maior...

10/11/2008 11:56

 

Na reta final, cadê o fôlego do Grêmio?

postado por Futebol Gaúcho

O Grêmio perdeu fôlego no segundo turno – literalmente.
Não foi apenas o respeito dos adversários, que passaram levar a sério e a marcar em cima aquele espetacular líder do primeiro turno.
Essa é a desculpa oficial, que poupa da crítica pública um elenco sabidamente limitado.
A “corda esticada”, imagem criada pelo vice de futebol André Krieger, arrebentou. Ela definia o futebol de pressão total que caracterizou o Grêmio em todos os jogos do primeiro turno. Soube-se agora – e essas coisas são confirmadas sempre depois – que não era possível levar o time naquele ritmo até o fim.
E não se pode incluir falta de elenco entre as causas, pelo menos no sentido de quantidade. Havia reservas, só que do mesmo nível dos titulares. E, como se sabia desde o início, a qualidade geral era baixa. Que diferença, por exemplo, existe entre as duplas de atacantes Perea-Marcel e Reinaldo-Soares? E entre qualquer um deles e Richard Morales? De estilo, talvez, e só.
Como se dizia antigamente, o time virou o fio.
Só que, apesar das inumeráveis dificuldades a enfrentar nas próximas rodadas, é bom não desprezar a fama de imortal do Tricolor.
E o Inter?
Este, acreditou-se que tinha um grupo de grande qualidade – um mito difundido por quem viu as coisas de longe, ou julgou jogadores pelo nome. Na real, o Colorado dispunha de pessoal suficiente apenas para um bom time. Ali, na conta. Na falta de um titular importante, o rendimento já caía, imagine-se na ausência de três ou quatro. Não faltou dinheiro, e sim discernimento nas contratações. É aquela história: novos-ricos sempre se dão mal.


03/11/2008 12:28

 

Inter: corpo mole ou força total contra São Paulo?

postado por Futebol Gaúcho

A pergunta que não quer calar, esta semana, em Porto Alegre, é: o Internacional irá com tudo para cima do São Paulo, domingo, ou poupará os principais titulares para o segundo confronto com o Boca, três dias depois, pelas quartas-de-finais da Copa Sul-Americana?
A pressão do Tricolor gaúcho, ou melhor, de quem o representa fora do clube, é forte: se o Inter não usar força máxima contra o Tricolor paulista, estará como que entregando o jogo para não ajudar o Grêmio a ser campeão.
De sua parte, colorados já procuram no baú derrotas surpreendentes do eterno rival que prejudicaram o Inter.
O Internacional pode recorrer ao velho chavão: um clube trata primeiro de seus interesses. E que poupar talentos como Alex, D’Alessandro, Guiñazú e Nilmar tem lógica: as chances de alcançar o G-4 do Brasileiro são quase nulas, e o jogo no qual vale a pena dar o sangue é o da Bombonera, pois significa a continuação numa competição que o clube quer ganhar.
Mas a saia justa permanece. Sábado, depois do empate com o Galo, no Mineirão, o técnico Tite previu que as vagas no G-4 só se definirão na penúltima rodada. Ou seja: vale a pena se esforçar por uma delas. E Fernando Carvalho, o homem forte do Inter, garantiu força máxima nas duas competições até o fim.
De qualquer forma, pode-se dizer que o Grêmio não precisa de ajuda para ser campeão. Entrou em má fase, cambaleou, patinou, deixou de ganhar fora de casa, perdeu dentro, e mesmo assim não houve quem o ultrapassasse na soma de pontos.
Além do mais, essa coisa de se distrair com resultados paralelos é mesmo bobagem, como mostrou a derrota para a Lusa na mesma tarde em que Palmeiras e São Paulo empataram.

27/10/2008 14:16

 

Ão, ão, ão, Alex titular na Seleção!

postado por Futebol Gaúcho

Aqueles chutes espetaculares de Alex, na vitória

sobre o Boca, lembraram os de Rivellino; e, para a

turma mais antiga, os canhotaços de Ferec Puskas.

Que força, que precisão!

Desconfio que caiu a ficha do Dunga. Em vez de

lançar Alex em meio aos jogos como visitante, vai

utilizar o meia do Internacional nas partidas em

casa, quando os adversários costumam armar

retrancas monumentais. Lembrar os 0 a 0 contra

Bolívia e Colômbia.

Pensando em levar a decisão para a

Bombonera, o Boca montou um eficientíssimo

esquema defensivo – um feroz 3-6-1, e com gente

habilidosa. Dificilmente o Inter teria vencido se

Alex não tivesse soltado aqueles foguetes de longa

distância.

Além de principal arma do Inter para tentar o

milagre do G-4, Alex, artilheiro da equipe em 2008,

com 28 gols, pode em breve se tornar

imprescindível também à Seleção. Afinal, quem

anda chutando como ele?

E dizer que esse rapaz andou jogando de lateral-

esquerdo a seu pedido, por acreditar que assim

teria mais chances de vestir a camisa amarela.

23/10/2008 17:17

 

Muda, Tricolor, põe essa bola no chão

postado por Futebol Gaúcho


A atuação do Grêmio na derrota para a Lusa

deveria marcar o esgotamento

de uma fase, a do vamo-que-vamo.

Está na hora de Celso Roth criar algo novo para

a reta final. Quem sabe a

bola no chão, aproveitando a revelação de Douglas

Costa e a volta de Tcheco?

E, para que essa dupla tenha com quem dialogar

mais à frente, por que não dar

um descanso para os tanques Morales e Marcel e

promover a entrada de

Reinaldo, outro amigo da bola?

Afinal, como o próprio vice de futebol André

Krieger flagrou, há algum

tempo, de tanto o Grêmio mandar bola para a

área, os adversários pegaram o

jeito de anular esse modelo.

Como conciliar Tcheco e Douglas Costa no

mesmo time sem abrir mão dos

três zagueiros, que para Celso Roth parecem a

Santíssima Trindade, de tão

sagrados?

Nesta segunda-feira, no Sportv, Vanderlei

Luxemburgo lembrava que

muitos times europeus costumam escalar um trio

de beques, mas dando a um

deles a função de lateral. E que, com esse 4-4-2

heterodoxo, eles conseguem

equilibrar segurança defensiva e meio-campo

consistente.

Celso já fez isso, dias atrás, em meio a um jogo.

Tirou o ala-esquerda

Hélder, deslocou o zagueiro Réver para aquele

setor e acrescentou o armador

Orteman ao meio-campo, armando as famosas

duas linhas de quatro. Agora,

bastaria trocar o uruguaio por Tcheco. Da direita

para a esquerda, o meio-

campo ficaria com Tcheco, Rafael Carioca, William

Magrão e Douglas Costa.

Na frente, Reinaldo e Perea.

Mais do que intromissão, trata-se de sugestão

de quem, como bom gaúcho,

também prega a segurança defensiva, mas acha

que o apego a ela não pode

chegar ao ponto de se descuidar da qualidade

técnica na hora de atacar.

Sobretudo quando existem soluções no elenco.

20/10/2008 22:39

 

A procuradoria do STJD tem que ser séria

postado por Futebol Gaúcho

Alguém precisa reduzir o poder da procuradoria-

geral do STJD. Esse caso de

a decisão do árbitro passar a

ter valor

relativo é um absurdo. Mandar jogadores a

julgamento com base em imagens carrega o perigo

de você fazer justiça num

caso e ser omisso em outros. Ou se institucionaliza

o Big Brother do futebol –

lembrar George Orwell, não o programa da Globo -
ou se

acaba com isso.

Deixando o caso de Diego Souza de lado e

pegando outro jogo do

Palmeiras. Em Inter 4 x 1 Verdão, no Beira-Rio,

Kleber não gostou de ter

levado um drible de Guiñazú, correu atrás do

argentino e lhe deu um soco na

nuca. E não foi expulso. Pode-se alegar que o

árbitro não viu. Mas a

procuradoria deveria ter visto e denunciado. Não

quis ver? Falta pessoal para

assistir a todos os jogos? Então, que a

procuradoria-geral pare de trabalhar

com meia-justiça e encerre a brincadeira.

Se o trabalho da Justiça Desportiva não for sério,

o risco de se mexer no

equilíbrio da competição é grande. As punições

estapafúrdias aos jogadores do

Grêmio reforçam os argumentos dos que crêem

em benefício ao Palmeiras.

Ah, mas os do Botafogo também foram justiçados.

Só que o Fogão não serve como escudo. Não

disputa nada. É o Grêmio quem ameaça o Verdão.

16/10/2008 13:21

 

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