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Grêmio e Inter chegam bem, cada um na suapostado por Futebol Gaúcho O Brasileiro ganhou cara de mata-ou-morre, e esse é o terreno do Grêmio. O caminho é o fio da navalha.
Nessas horas, é bom ficar de olho na atuação do acaso, ele indica tendências. Todos os gols das duas últimas vitórias do Tricolor foram acidentais – ou não era arremate ou houve desvio –, mas isso faz parte do script.
Como disse Celso Roth citando Tiger Woods, depois do 2 a 1 sobre o Coritiba: “Quanto mais eu trabalho, mais a sorte me ajuda”.
O importante é que a característica voltou já contra o Palmeiras: marcação total, velocidade, entrega. E há, outra vez, fôlego para isso – até demais, como reclamam o chefe teórico Roth e o guia prático Tcheco, pedindo menos ímpeto e mais troca de passes depois de conseguida a vantagem.
Agora é cumprir as três tarefas finais, esperando que o concorrente tropece em uma das suas. Ainda acho que as do Grêmio são menos difíceis que as do São Paulo, que vai enfrentar camisas de mais peso.
Já o Inter está metido num mata-ou-morre autêntico. Tenta convencer o mundo que o Chivas é um perigo tremendo, enquanto se prepara para enfrentar um argentino peleador na final e torce para que o enrosco peruano prossiga. Conquistar a Sul-Americana e receber a Libertadores de prêmio é tudo com que os colorados sonham.
Uma palavrinha sobre a briga entre gremistas que mandou dois baleados para o hospital, neste domingo. Ela se deu quatro dias depois de a Justiça ter absolvido – por falta de provas! – os dez réus da baderna de 2006 no Beira-Rio, a do fogo nos banheiros químicos.
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Ressurge o Imortal Tricolor, com toda a humildadepostado por Futebol Gaúcho Um pouco de magia ajuda. “O Grêmio é zebra”, afirmou o presidente Paulo Odone depois do decepcionante empate com o Figueirense, dois domingos atrás. “O Grêmio desabou, não tem time para ganhar de mais ninguém”, decretou um influente representante do gremismo em programa de rádio.
Era disso que o Grêmio precisava para retomar o caminho: cobrir-se de pessimismo, livrar-se da pressão de favorito, trabalhar humildemente na quase obscuridade.
A vitória no Palestra Itália foi construída com meio time reserva – talvez a condição fundamental para que acontecesse. Afinal, o Imortal Tricolor conquistou seus maiores títulos quando poucos apostavam nele. É como o Grêmio se sente mais Grêmio.
No terreno do concreto: o time venceu o Palmeiras com fôlego renovado, com a contribuição de pulmões em dia – os dos reservas naturais e os dos que haviam perdido a posição.
Assim reapareceu o futebol de marcação implacável que colocou e manteve o time de Celso Roth na liderança por quase vinte rodadas. Agora, tudo é uma questão de manter corações e mentes em ebulição. O São Paulo que não tropece.
E o Inter? A questão de Bolívar na lateral-direita é o assunto dominante, e com razão. Foi a transferência dele para essa posição, junto com a entrada de Álvaro na zaga, que fechou a defesa na Bombonera. Nunca, em todo o Brasileiro, o Colorado teve um time tão consistente – o que ajudou a calar a pergunta aquela, sobre por que um elenco tão bom não engrenou, etc. etc.
Porque seus técnicos não armaram sistemas defensivos que sustentassem o talento de Alex, D’Alessandro, Nilmar...
No caso de Bolívar, foi preciso a intervenção da diretoria para convencer esse jogador a pensar mais no time do que em si mesmo. Então, aquela história de que o técnico tinha o time na mão não era bem assim.
Enfim, Bolívar sempre poderá argumentar que fincou pé por amor à arte: preferia atuar de zagueiro, onde acredita render melhor, porque assim o prazer de jogar futebol era maior...
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Na reta final, cadê o fôlego do Grêmio?postado por Futebol Gaúcho O Grêmio perdeu fôlego no segundo turno – literalmente.
Não foi apenas o respeito dos adversários, que passaram levar a sério e a marcar em cima aquele espetacular líder do primeiro turno.
Essa é a desculpa oficial, que poupa da crítica pública um elenco sabidamente limitado.
A “corda esticada”, imagem criada pelo vice de futebol André Krieger, arrebentou. Ela definia o futebol de pressão total que caracterizou o Grêmio em todos os jogos do primeiro turno. Soube-se agora – e essas coisas são confirmadas sempre depois – que não era possível levar o time naquele ritmo até o fim.
E não se pode incluir falta de elenco entre as causas, pelo menos no sentido de quantidade. Havia reservas, só que do mesmo nível dos titulares. E, como se sabia desde o início, a qualidade geral era baixa. Que diferença, por exemplo, existe entre as duplas de atacantes Perea-Marcel e Reinaldo-Soares? E entre qualquer um deles e Richard Morales? De estilo, talvez, e só.
Como se dizia antigamente, o time virou o fio.
Só que, apesar das inumeráveis dificuldades a enfrentar nas próximas rodadas, é bom não desprezar a fama de imortal do Tricolor.
E o Inter?
Este, acreditou-se que tinha um grupo de grande qualidade – um mito difundido por quem viu as coisas de longe, ou julgou jogadores pelo nome. Na real, o Colorado dispunha de pessoal suficiente apenas para um bom time. Ali, na conta. Na falta de um titular importante, o rendimento já caía, imagine-se na ausência de três ou quatro. Não faltou dinheiro, e sim discernimento nas contratações. É aquela história: novos-ricos sempre se dão mal.
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Inter: corpo mole ou força total contra São Paulo?postado por Futebol Gaúcho A pergunta que não quer calar, esta semana, em Porto Alegre, é: o Internacional irá com tudo para cima do São Paulo, domingo, ou poupará os principais titulares para o segundo confronto com o Boca, três dias depois, pelas quartas-de-finais da Copa Sul-Americana?
A pressão do Tricolor gaúcho, ou melhor, de quem o representa fora do clube, é forte: se o Inter não usar força máxima contra o Tricolor paulista, estará como que entregando o jogo para não ajudar o Grêmio a ser campeão.
De sua parte, colorados já procuram no baú derrotas surpreendentes do eterno rival que prejudicaram o Inter.
O Internacional pode recorrer ao velho chavão: um clube trata primeiro de seus interesses. E que poupar talentos como Alex, D’Alessandro, Guiñazú e Nilmar tem lógica: as chances de alcançar o G-4 do Brasileiro são quase nulas, e o jogo no qual vale a pena dar o sangue é o da Bombonera, pois significa a continuação numa competição que o clube quer ganhar.
Mas a saia justa permanece. Sábado, depois do empate com o Galo, no Mineirão, o técnico Tite previu que as vagas no G-4 só se definirão na penúltima rodada. Ou seja: vale a pena se esforçar por uma delas. E Fernando Carvalho, o homem forte do Inter, garantiu força máxima nas duas competições até o fim.
De qualquer forma, pode-se dizer que o Grêmio não precisa de ajuda para ser campeão. Entrou em má fase, cambaleou, patinou, deixou de ganhar fora de casa, perdeu dentro, e mesmo assim não houve quem o ultrapassasse na soma de pontos.
Além do mais, essa coisa de se distrair com resultados paralelos é mesmo bobagem, como mostrou a derrota para a Lusa na mesma tarde em que Palmeiras e São Paulo empataram.
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Ão, ão, ão, Alex titular na Seleção!postado por Futebol Gaúcho Aqueles chutes espetaculares de Alex, na vitória
sobre o Boca, lembraram os de Rivellino; e, para a
turma mais antiga, os canhotaços de Ferec Puskas.
Que força, que precisão!
Desconfio que caiu a ficha do Dunga. Em vez de
lançar Alex em meio aos jogos como visitante, vai
utilizar o meia do Internacional nas partidas em
casa, quando os adversários costumam armar
retrancas monumentais. Lembrar os 0 a 0 contra
Bolívia e Colômbia.
Pensando em levar a decisão para a
Bombonera, o Boca montou um eficientíssimo
esquema defensivo – um feroz 3-6-1, e com gente
habilidosa. Dificilmente o Inter teria vencido se
Alex não tivesse soltado aqueles foguetes de longa
distância.
Além de principal arma do Inter para tentar o
milagre do G-4, Alex, artilheiro da equipe em 2008,
com 28 gols, pode em breve se tornar
imprescindível também à Seleção. Afinal, quem
anda chutando como ele?
E dizer que esse rapaz andou jogando de lateral-
esquerdo a seu pedido, por acreditar que assim
teria mais chances de vestir a camisa amarela.
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Muda, Tricolor, põe essa bola no chãopostado por Futebol Gaúcho
A atuação do Grêmio na derrota para a Lusa
deveria marcar o esgotamento
de uma fase, a do vamo-que-vamo.
Está na hora de Celso Roth criar algo novo para
a reta final. Quem sabe a
bola no chão, aproveitando a revelação de Douglas
Costa e a volta de Tcheco?
E, para que essa dupla tenha com quem dialogar
mais à frente, por que não dar
um descanso para os tanques Morales e Marcel e
promover a entrada de
Reinaldo, outro amigo da bola?
Afinal, como o próprio vice de futebol André
Krieger flagrou, há algum
tempo, de tanto o Grêmio mandar bola para a
área, os adversários pegaram o
jeito de anular esse modelo.
Como conciliar Tcheco e Douglas Costa no
mesmo time sem abrir mão dos
três zagueiros, que para Celso Roth parecem a
Santíssima Trindade, de tão
sagrados?
Nesta segunda-feira, no Sportv, Vanderlei
Luxemburgo lembrava que
muitos times europeus costumam escalar um trio
de beques, mas dando a um
deles a função de lateral. E que, com esse 4-4-2
heterodoxo, eles conseguem
equilibrar segurança defensiva e meio-campo
consistente.
Celso já fez isso, dias atrás, em meio a um jogo.
Tirou o ala-esquerda
Hélder, deslocou o zagueiro Réver para aquele
setor e acrescentou o armador
Orteman ao meio-campo, armando as famosas
duas linhas de quatro. Agora,
bastaria trocar o uruguaio por Tcheco. Da direita
para a esquerda, o meio-
campo ficaria com Tcheco, Rafael Carioca, William
Magrão e Douglas Costa.
Na frente, Reinaldo e Perea.
Mais do que intromissão, trata-se de sugestão
de quem, como bom gaúcho,
também prega a segurança defensiva, mas acha
que o apego a ela não pode
chegar ao ponto de se descuidar da qualidade
técnica na hora de atacar.
Sobretudo quando existem soluções no elenco.
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A procuradoria do STJD tem que ser sériapostado por Futebol Gaúcho Alguém precisa reduzir o poder da procuradoria-
geral do STJD. Esse caso de
a decisão do árbitro passar a
ter valor
relativo é um absurdo. Mandar jogadores a
julgamento com base em imagens carrega o perigo
de você fazer justiça num
caso e ser omisso em outros. Ou se institucionaliza
o Big Brother do futebol –
lembrar George Orwell, não o programa da Globo -
ou se
acaba com isso.
Deixando o caso de Diego Souza de lado e
pegando outro jogo do
Palmeiras. Em Inter 4 x 1 Verdão, no Beira-Rio,
Kleber não gostou de ter
levado um drible de Guiñazú, correu atrás do
argentino e lhe deu um soco na
nuca. E não foi expulso. Pode-se alegar que o
árbitro não viu. Mas a
procuradoria deveria ter visto e denunciado. Não
quis ver? Falta pessoal para
assistir a todos os jogos? Então, que a
procuradoria-geral pare de trabalhar
com meia-justiça e encerre a brincadeira.
Se o trabalho da Justiça Desportiva não for sério,
o risco de se mexer no
equilíbrio da competição é grande. As punições
estapafúrdias aos jogadores do
Grêmio reforçam os argumentos dos que crêem
em benefício ao Palmeiras.
Ah, mas os do Botafogo também foram justiçados.
Só que o Fogão não serve como escudo. Não
disputa nada. É o Grêmio quem ameaça o Verdão.
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