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Período: 15 de setembro a 1º de outubro
Países participantes: 199
Atletas: 10.651 (6.582 homens e 4.069 mulheres)
Brasil: 52º lugar
Esportes: 32
NÚMEROS BRASIL
Atletas: 205 (111 homens e 94 mulheres)
Esportes: 22 (Atletismo, Basquete, Boxe, Canoagem, Ciclismo, Futebol, Ginástica Artística, Handebol, Hipismo, Judô, Levantamento de Peso, Nado Sincronizado, Natação, Remo, Saltos ornamentais, Taekwondo, Tênis, Tênis De Mesa, Tiro, Triatlo, Vela, Vôlei e Vôlei de Praia)
Medalhas: seis de prata (equipe masculina no revezamento 4x100 m rasos, no Atletismo; Carlos Honorato, na categoria médio, no Judô; Tiago Camilo, na categoria leves, no Judô; Robert Scheidt, na classe Laser, na Vela; Zé Marco e Ricardo e Adriana Behar e Shelda, no Vôlei de praia) e seis de bronze (equipe feminina de Basquete; equipe masculina na prova de saltos por equipes, no Hipismo; equipe masculina, no revezamento 4x100 m livre, na Natação; Torben Grael e Marcelo Ferreira, na classe Star, na Vela; equipe feminina de Vôlei; Adriana Samuel e Sandra Pires, no Vôlei de praia)
Jogos foram considerados os mais bem organizados da história
A Olimpíada de Sydney foi considerada a mais bem organizada da história. Foram batidos os recordes de atletas participantes (10.651), países (200), mulheres na disputa, jornalistas cobrindo o evento, voluntários, esportes, provas, medalhas, valor dos direitos de TV e espectadores. A cerimônia de abertura foi vista por quatro bilhões de pessoas em todo o mundo. O grande momento foi o desfile das delegações das duas Coréias, unidas sob uma mesma bandeira, aumentando as esperanças do fim de um conflito que dura décadas.
Realizando a Olimpíada em casa, os australianos tiveram os principais destaques. A velocista Cathy Freeman, que teve a honra de acender a pira olímpica, venceu os 400m rasos usando uma roupa especial que diminuía o atrito com o vento e foi uma das sensações dos Jogos. Descendente de aborígenes, ela representou o desejo de conciliação do povo australiano.
O nadador Ian Thorpe, então com apenas 17 anos, foi outro australiano que brilhou. Ele conquistou o ouro nos 400m livre, quebrando o recorde mundial que pertencia a si próprio, e ajudou o país a vencer os revezamentos 4x100m e 4x200m livre. De quebra, ainda levou a prata nos 200m livre.
Para o Brasil, foi sem dúvida a Olimpíada mais decepcionante. Após o bom desempenho em Atlanta-1996 e nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg-1999, a expectativa era bater o recorde de 15 medalhas obtido quatro anos antes. A equipe brasileira até chegou perto - conseguiu 12 medalhas. No entanto, nenhuma foi de ouro, o que frustrou os brasileiros e derrubou a colocação do país no quadro de medalhas. O Brasil ficou em 52o. lugar, atrás até mesmo de Moçambique, que conquistou apenas uma medalha, que entretanto foi de ouro. Desde Montreal-1976 o Brasil não saía de uma Olimpíada sem nenhuma medalha dourada.
Algumas derrotas chegaram às raias do inacreditável. O iatista Robert Scheidt, franco favorito, perdeu o título para o inglês Ben Ainslie na última regata. O adversário induziu Scheidt a queimar a largada e assim ficou com o ouro.
A dupla de vôlei de praia formada por Adriana Behar e Shelda, considerada até hoje a maior da história deste esporte, estava no auge da forma. O ouro parecia questão de tempo. Mas na final elas foram superadas pelas australianas Cook e Pottharst, que pareciam não acreditar no que acontecia.
A dupla número 1 do ranking mundial masculino, formada por Zé Marco e Ricardo, também ficou com a prata, ao ser derrotada na final pelos americanos Fonoimoana e Wong.
Em Atenas, Adriana Behar, Shelda e Ricardo - agora jogando ao lado de Emanuel - terão mais uma chance de tentar o ouro pela primeira vez. Já Robert Scheidt luta pelo bicampeonato olímpico.
As outras medalhas de prata conquistadas pelo Brasil vieram de atletas que não eram favoritos e por isso tiveram maior reconhecimento. No judô, Carlos Honorato ficou em segundo lugar na categoria médio e Tiago Camilo na leve. A equipe masculina no revezamento 4x100m rasos também chegou em segundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Pelo Brasil, correram na final André Domingos, Claudinei Quirino, Édson Luciano e Vicente Lenílson.
Ainda no vôlei de praia, o Brasil conseguiu um bronze: Adriana Samuel e Sandra Pires ficaram em terceiro lugar no torneio e garantiram a segunda medalha olímpica da carreira de cada uma. Sandra havia conquistado o ouro em Atlanta e Adriana, a prata.
Na classe Star, os iatistas Torben Grael e Marcelo Ferreira garantiram o bronze. O revezamento 4x100m livre do Brasil também ficou em terceiro, com uma equipe formada por Gustavo Borges, Fernando Scherer, Edvaldo Valério. Com estes resultados, Torben Grael e Gustavo Borges se tornaram os brasileiros recordistas de medalhas olímpicas. Em Atenas, eles vão em busca da quinta medalha de suas respectivas carreiras.
Nos esportes coletivos, duas seleções femininas deram medalhas de bronze para o Brasil. A equipe titular do basquete, que venceu a Coréia do Sul na disputa pelo terceiro lugar, era formada por Claudinha, Janeth, Helen, Alessandra e Cíntia Tuiú. Já o time de vôlei, que após nova derrota para Cuba na semifinal venceu os Estados Unidos na decisão do bronze, foi representada pelas titulares Fofão, Érika, Leila, Virna, Walewska e Janina.
No hipismo, a equipe brasileira de salto, formada por Álvaro Miranda Neto, André Johannpeter, Luiz Felipe de Azevedo e Rodrigo Pessoa, ficou com a medalha de bronze.
E foi justamente o hipismo que deu o tom melancólico da participação brasileira na Olimpíada. O cavaleiro Rodrigo Pessoa, tricampeão mundial de saltos, era a última esperança de medalha de ouro para o país. Mas o cavalo Baloubet du Rouet refugou diante de um obstáculo, eliminando o conjunto da prova e acabando com os sonhos dos brasileiros de verem o país ganhar um ouro em Sydney.
Antes disso, a Seleção masculina de futebol deu vexame ao ser eliminado nas quartas-de-final por Camarões. A derrota acabou resultando na queda do técnico Vanderlei Luxemburgo. No feminino, a seleção voltou a perder a medalha de bronze, como havia acontecido em Atlanta-1996, e ficou em quarto lugar.
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Medalha dos Jogos
de Sydney (2000) |
CURIOSIDADES
- Pela primeira vez na história, a Grécia ganha a medalha de ouro numa prova de velocidade do atletismo, com a vitória de Konstaninos Kenteris nos 200 metros rasos.
- Marion Jones, dos Estados Unidos, se torna a rainha do estádio olímpico ao conquistar três medalhas de ouro e duas de bronze, primeira mulher a ganhar cinco medalhas no atletismo na mesma olimpíada. Em 2007 confessaria ter recorrido ao doping, perdendo todas as medalhas.
- Maria Mutola, de Moçambique, ganha a primeira medalha de ouro na breve história de seu país, nos 800 metros rasos. Foi a segunda medalha de Moçambique. A primeira, de bronze, também foi ganha por Mutola, nos Jogos de Atlanta e na mesma prova.
- O triatlo e o taekwondo surgem nos jogos pela primeira vez.
- 2000 não é apenas o ano dos Jogos Olímpicos em Sydney, mas o próprio código de endereçamento postal de Sydney.
- O lutador de taekwondo Hieu Ngan Tran ganhou a primeira medalha do Vietnã (prata), desde a primeira participação do país em 1952.
- Quatro atletas de Timor-Leste, recém-independente e ainda lutando pela autonomia, desfilam na parada das nações, na abertura dos Jogos, sob o manto da bandeira olímpica (participam como participantes olímpicos independentes).
- Eric Moussambani, nadador da Guiné Equatorial, tinha aprendido a nadar apenas seis meses antes do início dos Jogos e durante as competições de Sydney foi a primeira vez que nadava em piscinas com distância oficial (na Guiné Equatorial não existiam piscinas olímpicas). O nadador competiu nos 100 metros livre sozinho, já que os dois competidores da sua série haviam sido desclassificados por terem feito falsas partidas. Ele demorou mais que o dobro do tempo dos primeiros colocados das outras eliminatórias e quase se afogou, mas por sua simpatia e pelo espírito olímpico se tornou um dos destaques da competição.
- O Afeganistão foi banido dos Jogos em 1999 devido ao regime taliban e não competiu em Sydney, voltando nos Jogos seguintes, com a liberação do Comitê Nacional em 2002.
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HERÓI DOS JOGOS - IAN THORPE
O nadador australiano Ian James Thorpe confirmou em casa sua condição de especialista nos 200 e 400 metros livres, faturando cinco medalhas olímpicas em sua carreira. Ele venceu em Sydney ainda no revezamente 4x100m e 4x200m livre.
No seu currículo recheado de prêmios internacionais e recordes mundiais, estão cinco medalhas olímpicas. Detém até hoje o recorde mundial dos 400 metros livre com o tempo de 3min40s08, estabelecido em Manchester.
No dia 21 de novembro de 2006 o nadador anunciou sua retirada do esporte profissional, aos 24 anos.
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