Clique e confira as outras notícias do dia
Total de matérias: 216
O Atlético Mineiro divulgou na noite desta quarta-feira uma nota sobre a agressão de policiais militares a dirigente, ex-dirigentes e familiares no túnel de acesso ao gramado do Mineirão, no último domingo, após o clássico contra o Cruzeiro.
A nota foi enviada ao comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ao governador do Estado, ao procurador geral do Ministério Público, ao secretário de Defesa Civil e aos presidentes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJD/MG), Administração dos Estádios de Minas Gerais (Ademg) e Federação Mineira de Futebol (FMF), e pedia punição imediata dos policiais envolvidos no incidente.
"o Atlético EXIGE a imediata e adequada punição dos agressores e todos os demais culpados, inclusive daquele que eventualmente tenha proferido a absurda ordem de uso abusivo da força", disse o presidente alvinegro Ziza Valadares na nota.
Confira o comunicado na íntegra:
Nota Oficial
No mundo civilizado, há muito se reconheceu a dignidade inerente às pessoas e seus direitos iguais e inalienáveis, sob os fundamentos da liberdade, da justiça e da paz.
Em Minas Gerais, embora a missão constitucional da Polícia Militar seja o exercício da Segurança Pública, através do policiamento fardado, assegurando a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, cuidando-se de evento esportivo, como, por exemplo, uma partida de futebol, incide a Taxa de Segurança Pública, cujo valor tem por base o número de policiais e o tempo necessários à execução do serviço solicitado.
Então, não somente porque lhes é constitucionalmente assegurado, mas, também, porque o Clube Atlético Mineiro contribui sistematicamente com dinheiro para esse fim, o Galo e a sua imensa torcida são destinatários do respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e à observância desses direitos e liberdades, notadamente por parte de quem tem o dever de preservar a incolumidade do cidadão, ou seja, a Polícia Militar.
Apesar disso tudo, bem como da necessidade permanente de promoção do progresso social e melhores condições de vida, após a última partida do Atlético, na qual ele se sagrou campeão mineiro de 2007, policiais mal ordenados e despreparados desprezaram e desrespeitaram os direitos elementares de parte da nação alvinegra.
Conforme demonstram as imagens amplamente divulgadas pela mídia, ao impedirem e agredirem fisicamente os dirigentes do Atlético e os seus convidados, inclusive mulheres e crianças, que, pacífica e autorizadamente, tanto que já haviam ultrapassado dois portões de acesso exclusivo, se dirigiam ao gramado, aqueles covardes fardados de policiais ultrajaram a consciência da valorosa corporação militar.
Não foi a primeira vez que os atleticanos sofreram a vitimização policial, mas, com certeza, o respeito do Comandante-Geral da Polícia Militar ao império da lei fará com que seja a última ocorrência desta espécie, até porque, como as evidências históricas revelam, a debilidade dos mecanismos de controle do exercício da força, quando estendida no tempo, conduz à perda gradativa da credibilidade pública e, consequentemente, dos padrões de eficácia, eficiência e efetividade nas atividades policiais.
Em conseqüência, o Clube Atlético Mineiro veementemente formaliza a sua indignação contra a selvageria perpetrada pelos maus policiais facilmente identificados pelas imagens exibidas pelas televisões de todo o mundo.
Da mesma forma, o Atlético EXIGE a imediata e adequada punição dos agressores e todos os demais culpados, inclusive daquele que eventualmente tenha proferido a absurda ordem de uso abusivo da força e inacessibilidade dos dirigentes e seus familiares ao gramado, sob pena de restar irreparavelmente manchada a razão de ser da polícia no Estado de Direito, que deve se traduzir sempre no exercício do mandato para a construção de alternativas pacíficas de obediência às leis sob consentimento social.
CLUBE ATLÉTICO MINEIRO
LUIZ OTÁVIO MOTA VALADARES
PRESIDENTE